Saiba mais sobre a "Dor do Crescimento"

Dor do Crescimento

Sintomas são comuns em crianças entre cinco e dez anos!

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil
                                                                                                                                              
        

Muitas mães devem se identificar com o texto de hoje, pois é comum as crianças entre cinco e dez anos de idade apresentarem sintomas de dores em algumas partes do corpo sem ter sido acometido de qualquer tipo de lesão, pancada ou torções. Hoje falo sobre a dor do crescimento em crianças, as causas e tratamentos possíveis para minimizar os sintomas.

Entenda o que é a dor do crescimento:
O termo “dor do crescimento” é o nome dado aos sintomas de dores musculares e teve início na década de 30, quando os primeiros relatos começaram a ser registrados. Em geral, não tem motivo aparente, surge repentinamente, com maior ou menor intensidade, dentro da faixa etária de 5 a 10 anos e se concentra na região da coxa, panturrilhas e pés. As dores não comprometem as atividades comuns das crianças como, por exemplo, brincar, correr ou pular. Pode durar minutos ou horas e ocorrer em dias seguidos ou alternados. Não apresenta inchaço, lesões e ou febre, e não são diagnosticados por meio de exames laboratoriais e de imagem (raio X).


Sintomas:
A dor que a criança sente é real e são concentradas nos músculos e não nas articulações. Tem como característica principal ocorrer no final do dia e, até mesmo, acordar a criança no meio da noite provocando sofrimento e incomodo. Não tem relação com atividades físicas e pode acontecer em repouso. A criança, geralmente, tem condições favoráveis a saúde e não coincidem com doenças físicas.   

Causas:
Na literatura médica não consta estudos que comprovem que as dores são provocadas pelo crescimento, pois não coincidem com a fase do “estirão” ou crescimento acelerado de meninos e meninas, que surgem no período da puberdade (entre 10 e 15 anos).
Existe consenso entre médicos e a comunidade cientifica de que a dor do crescimento pode estar relacionada a questões emocionais como, por exemplo, a chegada de um novo irmão na família, afastamento da mãe que retorna ao mercado de trabalho, inicio de atividades escolares, assim como divergências comuns da idade. Há relatos de crianças que apresentam dores nos membros iguais aos seus pais na infância, ou seja, pode ser hereditário.


 Diagnóstico e Tratamento:
Embora não seja uma doença, as dores são reais e provocam inatividade física enquanto se manifestam nas crianças. É representada por dores similares as câimbras, peso nas pernas e inquietação muscular. O diagnóstico se dá por exclusão de causas e origens de problemas graves de saúde. Para isso, o médico avalia as condições gerais da criança com exame clínico (de toque e visual) e, se necessário, exames de imagem (raio x ou ressonância magnética). Depois de descartar todas as possibilidades de doenças reumáticas, vasculares, lesões ósseas, traumas e tumores, o diagnóstico é fechado e o tratamento indicado de acordo com cada caso.
Para amenizar as dores, também são recomendadas massagens locais, com ou sem a necessidade de pomadas, de acordo com as recomendações dos médicos. No entanto, se os sintomas e dores persistirem e alongar-se durante o dia todo, é importante que os pais fiquem atentos e busquem atendimento de pediatras para uma investigação minuciosa e indicação de especialistas.  


Recomendações:
Observe o quadro de dores da criança, a intensidade e periodicidade em que se apresenta;
Avalie se a criança praticou exercícios e ou esforços musculares além do recomendado ou apresenta sensibilidade maior a estímulos musculares;
Certifique-se de que não há situações emocionais que possam ter ocasionado episódios de dores, como mencionado anteriormente – situações de estresse, novos irmãos, medo, etc.
Se as dores persistirem por longos períodos, durante um dia inteiro ou mais, e impedir que a criança tenha suas atividades comuns realizadas, acenda o sinal de alerta e busque ajuda médica;
Quando a criança fica apática, prostrada e reclama de dores intensas, fale imediatamente com o pediatra de costume e procure o especialista;
Nunca automedique seu filho (a) sem a orientação de um profissional de saúde, isso pode colocá-lo em risco e comprometer a saúde da criança.

                                                  
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Veja também:
- Cuidado com intoxicação infantil - Remédios e produtos de limpeza à mostra x intoxicação de crianças

- Saúde das Crianças na Escola

- Saiba mais sobre as doenças de Inverno e quando ir ao PSI
http://pediatraonlinedicasdepediatraemae.blogspot.com.br/2017/07/saiba-mais-sobre-as-doencas-de-inverno.html

Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.
Colaboração textual:
Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326

11-4113-6820 / contato@jcgcomunicacao.com

Cuidado com intoxicação infantil

        Remédios e produtos de limpeza à mostra
 verso intoxicação de crianças

Todo cuidado é pouco para evitar a superdosagem e até risco de morte por ingestão de remédios


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

Não é novidade dizer que com criança é necessário adotar cuidados em tudo, especialmente com produtos de limpeza e remédios. É comum recebermos na emergência hospitalar, todos os dias, crianças vítimas de intoxicação por ingestão de remédios e de produtos de limpeza que são guardados de maneira errônea e ao alcance das mãos dos pequenos que, naturalmente, estão desbravando o mundo sem noção de qualquer perigo.

E não adiante julgar os pais, principalmente as mamães como se elas fossem as culpadas por tudo o que acontece com as crianças. Já atendi casos em que a criança subiu em cima de um móvel para pegar o produto rosa no armário, em um local a metros de altura do chão. Enfim, um segundo de descuido é o necessário para um acidente e horas, dias e meses depois de choro por algo pior.

No texto de hoje vou alertar pais e mães como é importante certificar-se sobre a segurança das crianças dentro e fora de casa, pois no mercado, na casa da avó, das tias e até na escola os perigos estão à mostra sem percebermos.




Banheiro:
O banheiro é um desses locais que devemos manter sempre fechados. Não só pela questão de higiene, mas pelos riscos que oferece como, por exemplo, água sanitária, desinfetantes, shampoos e cremes variados que podem levar a criança a cheirar, lamber e até ingerir acreditando ser um suco.
Só como exemplo, para entender como a criança é inocente, circula um vídeo na internet em que um filho oferece um copo com água para o seu pai a cada um ou dois minutos e ele toma achando fofa a preocupação da criança sobre sua “sede”. Lindo mesmo, porém, o pai quando descobre de onde vem a água, quase vomita. A criança pegou do vaso sanitário. Quem garante que ela também não tomou da mesma água? Por isso é bom ter um trinquinho do lado de fora, no alto para manter o local bem fechado.

Lavanderia:
            As mesmas recomendações do banheiro são para a lavanderia. Em geral, armazenamos produtos que possuem cheiro forte como amaciantes, desinfetantes, água sanitária e etc. Também, há dias em que é necessário deixar uma roupa de molho ou algo assim. Existem crianças que são muito alérgicas e precisam conviver sem nenhum tipo de aroma para evitar crises respiratórias e de pele, por exemplo. O mesmo vale para este local, sempre fechado e longe das crianças.

Remédios:
            Em todas as casas existe um lugar que parece uma farmacinha com todos os tipos de medicamentos que vão dos docinhos aos mais amargos. Isso não é um problema, mas devemos nos conscientizar que é necessário coloca-los em lugares muito seguros e, quando em uso – seja um antibiótico, descongestionante nasal ou xaropes – deixo-os em locais inacessíveis pelos pequenos. Recentemente uma criança em Belo Horizonte quase morreu com hipotermia e parada respiratória por ingerir solução nasal de sua mãe. São segundos que podem matar se um adulto não perceber o que a criança fez, mas neste caso felizmente a mãe dele correu a tempo para o hospital e após algumas no Centro de Tratamento Intensivo e cuidados médicos, tudo correu bem e o pequeno retornou para o seu lar no dia seguinte sem sequelas.
            Vale lembrar também que, atualmente, as embalagens dos remédios infantis são focadas em cores e personagens que conquistem a confiança dos pequenos e os convençam de tomar o que quer que seja. E nesta “boa intenção” dos fabricantes, existe o risco de a criança ingerir sem saber o que é e colocar a saúde e vida em risco. O ideal é sempre manter os remédios em um local de difícil acesso para as crianças e em alturas superiores das quais elas possam chegar, mesmo com cadeira.

Recomendações finais:
            A responsabilidade que nos cabe como pais é infinita. Temos de pensar em tudo e muito além para garantir uma vida segura e saudável para cada filho. Não é uma tarefa fácil e quando algo de ruim acontece, não é necessário que ninguém nos julgue, pois, a culpa faz parte da rotina dos pais sem que desejemos.
            Como dica, sempre falo aos pais e mães que tiveram experiências de intoxicação e ou por alergia na criança que adotem costumes como os de nossos avós, deixando tudo longe e em locais fechados para que a criança não chegue perto.
            Evitem comprar produtos em embalagens reaproveitadas de refrigerantes que podem confundir as crianças e fazer com que tomem achando que pode ser suco, leite ou refrigerante.
            Se os pais sabem que a criança possui alguma alergia sobre produtos de limpezas ou de uso diário, anulem o uso e a compra de tais produtos e certifiquem-se de ler os rótulos outros para saber se são similares na composição.
            Fiquem atentos com os possíveis desafios que os pré-adolescentes e adolescentes costumam fazer para se auto afirmarem nos grupos como inalar pó de canela, tomas misturas químicas e por aí vai. Todo cuidado é pouco.
            No caso de intoxicação por remédios ou produtos de limpeza/químicos não dê leite para a criança. Isso pode potencializar os efeitos negativos e agravar a saúde e risco de morte. Ligue para a emergência e siga as instruções do médico que atender do outro lado.





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É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.
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Jornalista Carina Gonçalves

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Saúde das crianças na escola

Volta às aulas – cuidados com a saúde

Na próxima semana a rotina escolar tem início e com ela, o frio e doenças de inverno



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil


O inverno está praticamente na metade e a criançada ainda enfrentará dias muitos frios segundo os meteorologistas. E nesta época do ano é comum o uso de toucas e cachecol, além janelas fechadas e pouca circulação de ar nos recintos onde as crianças ficam nos dias de clima mais amenos. Tais práticas podem prejudicar a saúde das crianças e ainda proliferar bactérias e fungos pelos ambientes. No texto de hoje falo um pouco dos cuidados que devemos ter dentro e fora das salas de aulas de nossas crianças e dar dicas para evitar o contágio de doenças e outros incômodos.


Cuidado com o piolho!
O piolho não é um bicho que gosta apenas de verão ou primavera. Ele se manifesta durante o ano todo e, no inverno, especialmente ocorre em maior grau devido as crianças (e adultos também) ficarem mais próximos, agarradinhos para se esquentarem e compartilharem tocas e gorros para protegerem-se do frio. E se dentre a essas pessoas alguém estiver contaminado com piolhos, é inevitável a transmissão.
O piolho não pula e não voa. A transmissão acontece de pessoa para pessoa no contato entre elas – abraço com a aproximação das cabeças, compartilhamento de acessórios como toucas e cachecol, além de outros. A lêndea não passa de pessoa para pessoa, mas o piolho sim e a fêmea adora mudar de endereço, assim como infesta a cabeça alheia botando muitos ovinhos, que dentre oito ou nove dias se abrem para outros milhares de bichinhos.
Caso ocorra com o seu filho, fale com a pediatra para saber qual o melhor tratamento e maneira de eliminar o problema. Evite enviar a criança para a escola ou para locais onde há outras pessoas. Manter a higiene é um dos pontos favoráveis, mas lembre-se – o piolho não escolhe sexo, idade, classe social e muito menos se a pessoa lava ou não o cabelo.

Conjuntivite também ocorre no inverno!
            No inverno os dias são mais secos e com eles maior índice de poluição e baixa umidade do ar. Se não fosse só isso, as pessoas correm para shoppings, cinemas e áreas mais fechadas para lazer e protegerem-se do frio. Em ambientes como escola, creches e até em casa as janelas costumam ficar fechadas impedindo a renovação do ar e favorecendo a proliferação das bactérias e fungos. Inevitavelmente a conjuntivite, que pode ser viral ou bacteriana se torna um problema e atingir muitas pessoas de uma só vez.
            Vale ressaltar que aos primeiros sinais de coceira, olhos vermelhos, lacrimejamento, secreção, sensação de areia nos olhos, ardência, sensibilidade à luz e inchaço das pálpebras, procure um médico especialista para tratar logo no início. A conjuntivite dura em torno de duas semanas e precisa sim de tratamento específico indicado por um especialista.

Cuidado com as viroses, elas podem te pegar!
            Quando falamos em viroses para as mães, geralmente elas se arrepiam e ficam aflitas por não saberem bem o que é e como tratar as crianças. Diferente do que o dito popular sugere que virose é um nome dado para uma doença sem investigação, a virose tem sim um fundamento e é tratada de acordo com os sintomas e estado clínico de cada paciente.
            Para esclarecer, todas as doenças são provenientes de algum vírus ou bactéria. Temos como exemplo a catapora, dengue, herpes e até a gripe como manifestação a partir de algum vírus, portanto, são viroses. Existem as viroses de trato respiratório e dermatite também. Os sintomas de doenças transmitidas por vírus podem ser semelhantes entre alguns, mas o tratamento sempre é indicado de acordo com a necessidade de cada paciente e é importante que a criança ou pessoa doente seja sempre diagnosticada por um médico. É necessário dize, ainda, que a automedicação é um costume perigoso e piorar o quadro clínico do paciente, além alimentar superbactérias.
            Aos primeiros sinais de dores no corpo, febre, falta de apetite, diarreia ou qualquer outro estado que comprometa a rotina da criança e ela fique amoada, sem disposição e pique para brincar, fale com o seu pediatra e, se necessário, leve-a ao pronto atendimento. O mais importante é saber como agir, para isso, tente falar com o pediatra antes de sair correndo para o pronto socorro infantil!

Beba muita água e hidrate-se!
            A água é nossa fonte de vida! Podemos ficar sem comer por mais de três dias, mas sem beber água não! Por isso, mesmo no inverno é importante nos hidratarmos e ingerir em média dois litros de água por dia. E é comum não sentir sede ou necessidade de tomar água com frequência no inverno, mas podemos acrescentar alguns ingredientes para torna-la mais atrativa e consequentemente com maior consumo ao longo do dia. As dicas são: faça chás (sem o uso de açúcar) e sucos naturais (pode diluir em água). Caso goste, aposte m água de coco e sob recomendação da pediatra, também, em isotônicos.
            A hidratação do corpo é benéfica para a saúde da pele, dos cabelos, unhas, olhos e para todas as funções que o organismo desenvolve. Quando o xixi está muito amarelo ou sentimos dores nas costas na região próxima a bacia pode ser sinal de que é necessário a ingestão de mais água. Fale com a sua pediatra para esclarecer dúvidas e orientações.

Recomendações Finais:
- Alimente-se de maneira saudável, dê preferência para alimentos orgânicos e não industrializados.
Evite frituras e embutidos que são carregados de substâncias não apropriadas para o organismo.
- Ingira muita água e hidrate a criança ao longo do dia.
- Ao primeiro sinal de mudanças no comportamento e ou mal-estar da criança, não hesite, fale com o pediatra de costume e ou, em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.
- Como recomendação primordial para evitar epidemias de doenças e viroses, evite mandar a criança para escola quando estiver doente ou sem condições apropriadas para atividades.
- Mantenha a rotina de higiene comum, verifique se a criança se queixa de coceiras na cabeça ou no corpo, assim como dê atenção aos comportamentos atípicos.
- Nunca automedique a criança, isso pode colocar a vida dela em risco e favorecer o aparecimento de superbactérias. A saúde é o bem maior que podemos garantir aos nossos filhos.

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Pneumonia Infantil – conheça os principais cuidados

Para a curar, é essencial aplicar o tratamento já nas primeiras 48h após os primeiros sintomas

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

No texto de hoje falo sobre a pneumonia infantil, outra doença viral que compromete o trato respiratório e deixa a criança apática, com falta de apetite, dificuldade em respirar e, nós, os pais de cabelo em pé. Realmente é um tema que preocupa e merece atenção. Vou explicar quais são os principais sintomas, como identificar e falar sobre os cuidados essenciais para evitar ou tratar o problema.

O que é Pneumonia:
A pneumonia é uma doença de cunho inflamatório que pode ser originada de bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças. Seus principais agentes de contágio são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

Contágio:
Diferente de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias, a pneumonia não é transmitida de pessoa para pessoa. Acontece por diversos fatores ligados ao indivíduo como, por exemplo, baixa imunidade, doenças crônicas, acamados e ou hospitalizados por longos períodos, sequelas de doenças como tuberculose, bronquiectasias e fibrose cística. Existe também o risco de pneumonia por aspiração, quando a criança aspira o próprio vômito permitindo a entrada de líquidos e bactérias no pulmão. Isso pode ocorrer com bebês que ainda não sabem tossir, engolir a saliva ou expelir secreções, com crianças acamadas e inconscientes. Em geral, uma pessoa doente com pneumonia não precisa ficar isolada de outras saudáveis.

Sintomas:
Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças do trato respiratório como, por exemplo, gripes e resfriados, e, nas crianças, quando não tratadas adequadamente pode deixar sequelas e ou mesmo levar ao óbito. Entre os desconfortos comuns os pacientes apresentam quadros de febre alta (acima de 38,5º), dificuldade em respirar, falta de ar, confusão mental, mal-estar, dor no peito, tosse e secreção purulenta (esverdeada), falta de apetite e procrastinação (sem vontade de brincar e ou fazer outras atividades). Em média os sintomas de pneumonia se apresentam em até 72 horas, caracterizando o quadro e a necessidade de intervenção medicamentosa.
Faixa etária mais suscetível:
            Crianças menores de cinco anos são as mais propensas e sensíveis para desenvolver quadros de pneumonia, mas a enfermidade pode ocorrer em diferentes faixas etárias.

Diagnóstico:
            O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico e observação dos sintomas (tosse, chiado, secreção e febre). Há casos de necessidade de exames específicos como de sangue e análise do muco. Somente o médico será capaz de identificar as causas e o melhor tratamento para quadros de pneumonia, assim como a conduta de exames, procedimentos e até internações.

Tratamento:
            Somente o médico pediatra é capaz de garantir o melhor tratamento para a criança com sintomas de qualquer doença. Nunca automedique seu filho, pois pode causar problemas de saúde, além de contribuir para possíveis surgimentos de superbactérias (àquelas que são resistentes aos medicamentos). Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista e recomendada pelo médico.

Dicas:
- Mantenha uma alimentação saudável e dê preferência para alimentos orgânicos e não industrializados.
- Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia.
- Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume e ou, em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.
- Mantenha repouso a criança e evite manda-la para escola quando doente.
- Ao tomar banho, evite correntes de ar que podem ocasionar “choque térmico”, assim como use roupas apropriadas com o clima de cada estação.
- Nunca automedique a criança, isso pode colocar a vida dela em risco e favorecer o aparecimento de superbactérias.

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Saiba mais sobre as doenças de Inverno e quando ir ao PSI




Saiba mais sobre as principais doenças de inverno e

 quando se deve recorrer ao pronto socorro infantil

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

 



No inverno é comum chegar no pronto socorro infantil e nos depararmos com uma fila de espera no atendimento de até ou mais de 2 horas. Isso se dá pelo fato de que nesta época do ano é comum quadros de resfriados, gripes, otite, pneumonia, sinusite, asma, meningite, rinite, amidalite, bronquiolite e rotavírus que lotam os estabelecimentos de saúde. Porém, o que muitas mães ignoram é que levar a criança ao pronto atendimento infantil (PSI) nem sempre é a melhor escolha a tomar, ainda mais quando as doenças estão no seu início de manifestação. 
Infelizmente, no Brasil, temos a cultura de atendimento de PSI e não ambulatorial de prevenção. Isso não é bom, pois a criança pode chegar com uma doença no hospital e sair de lá com duas ou mais, além do risco de infecção hospitalar. Calma, vou explicar melhor para que as mães não fiquem assustadas e entendam as recomendações de seus pediatras e quando de fato devem ir ao PSI.

Doenças de inverno:
A maior característica do inverno é a baixa umidade do ar, especialmente porque as chuvas ocorrem cinco vezes menos do que no verão e a temperatura é mais fria, promovendo maior queima calórica do organismo, baixa a imunidade e, dependendo das regiões do país, pode chegar a níveis negativos ou próximos disto promovendo a hipotermia. É comum ficarmos com as janelas fechadas de casa, carros coletivos e frequentar locais de grande concentração de pessoas como shoppings e cinemas.
E essas condições favorecem grandemente para a proliferação de doenças infecto respiratórias de cunho viral e bacteriano, além de outras enfermidades ocasionadas pelo frio, como ressecamento da pele, doenças cardíacas e problemas de circulação sanguínea.
            Como mencionei no início deste texto, existem diversas doenças que incapacitam nossas crianças de brincar e, até mesmo, de aproveitar o período de férias, agora em julho. Mas o mais importante, antes de qualquer dica de como lidar com elas, é saber quando levar a criança ao pediatra em consulta no ambulatório/clínica e quando recorrer ao atendimento no PSI.

Protocolos:
            Quando os pais chegam na emergência de um hospital, por exemplo, é comum serem questionados sobre o período de manifestação dos sintomas e ou da doença na criança. Não fiquem com raiva de quem os atende, pois trata-se de protocolos que todos os profissionais e estabelecimentos de saúde devem praticar.
Os motivos são diversificados e depende do estado geral da criança, assim como da doença e sua manifestação. Em geral, essa conduta é praticada devido ao fator de que a doença – viral ou bacteriana – pode demorar em torno de até 72 horas para o início de sua manifestação e possível diagnóstico. Então, se você levar a criança antes deste prazo, pode ser que o médico não consiga identificar seguramente qual pode ser o tratamento adequado. Ressalto, apenas, que para crianças menores de três meses, independente do período de febre, é importante levar ao médico ao menor sinal de febre, pois nesta faixa etária não é comum ter febre e muito menos infecções.
Outro ponto importante para dizer é o fato de quando levamos uma criança desnecessariamente a um ambiente (sala de espera) compartilhado com outras crianças também doentes, as chances de que ela adquira novas doenças e bactérias é considerável. É aquele ditado – chega com uma doença e pode sair com outra.  Por isso, sempre falo aos pais de meus pacientes que me liguem indicando o quadro geral da criança e sigam as minhas orientações, ainda mais que atuo em emergências e sei como lidar com situações adversas.


Recomendações:
Antes de sair correndo para os hospitais, certifique-se que a criança não está bem ao ponto de aguardar uma consulta presencial na clínica/ambulatório médico. Se estiver em condições favoráveis, fale com o pediatra.
Observe, a partir do primeiro dia da manifestação dos sintomas a evolução do quadro – se a criança ficar prostrada, não quiser alimentar-se ou se hidratar (beber água, leite e sucos naturais) por longos períodos, fale com o pediatra por telefone ou mensagem e siga as suas orientações. Caso não consiga contato, vá para o PSI.
Nunca automedique a criança, pois as chances de causar alergias e reações adversas são grandes. Evite ir até a farmácia sem receituário do médico para comprar o que lhe é indicado por atendentes sem conhecimento profundo e ou certeza de diagnósticos.
Não fique se torturando com informações oriundas da internet, sem fundamentos, fontes não confiáveis e ou com dados que não são relevantes a situação atual da sua criança. Cada paciente reage diferentemente de acordo com a sua imunidade e respostas fisiológicas.
Na dúvida de qualquer conduta médica e ou procedimento, solicite esclarecimentos ao seu médico ou quem atende a criança. É um direito seu saber o que acontece com a criança e quais são os procedimentos indicados para o tratamento adequado.
Para entrar em contato comigo é só me escrever: dicasdepediatraemae@gmail.com ou acessar meus canais de comunicação: https://www.facebook.com/dicasdepediatraemae/

Definição:
De acordo com a definição do Ministério da Saúde, pronto-socorro é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, sendo que seu funcionamento deve permanecer ininterrupto durante as 24 horas do dia e dispõe apenas leitos de observação

Saiba mais sobre das principais doenças:

- Febre - conheça as variações:  35ºC ou menos: hipotermia / 36 a 37,5: normal / 37,7: estado febril / 37,8 a 39,5: febre / 39,6 a 41: febre alta / 41,2 ou mais: hipertermia.

- Bronquiolite – saiba o que é: trata-se de uma doença provocada por diversos vírus, tendo como mais comum o sincicial respiratório (VSR), que causa a inflamação dos bronquíolos – parte final dos brônquios – e apresenta sintomas de infecções virais da via aérea superior, com febre e coriza. Por isso o diagnóstico, nos primeiros dias, pode ser confundido com outras doenças.

- Pneumonia -  saiba o que é: é uma doença de cunho inflamatório que pode ser originada de bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças. Seus principais agentes de contágio são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

Rotavírus – saiba o que é: é uma bactéria transmitida por via fecal-oral, também, pelo contato direto entre as pessoas, uso em comum de acessórios e utensílios pessoais (colheres, copos, etc., brinquedos (falta de higiene e limpeza – lembrem-se que as crianças lambem e levam a boca tudo o que podem), alimentos e água contaminada, além de falta de saneamento básico.

-Gripe – saiba o que é: é uma infecção respiratória causada pelos vírus da família Influenza, da qual existem diversos tipos conhecidos como “cepas” e que podem promover quadros de moderados a graves, dependendo da imunidade do paciente. Provoca febre, mal-estar e sintomas que podem deixar a pessoa prostrada.

-Resfriado – saiba o que é:  também é provocada por meio de infecção respiratória viral, oriunda de múltiplos vírus como Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza. Diferente da gripe, não provoca febre, mas pode confundir os pais no diagnóstico devido a coriza e mal-estar ocasionados nas crianças.

- Meningite – principais tipos: Principais tipos: Streptococcus pneumoniae (pneumococo) – mais comum e pode provocar infecções de ouvido e pneumonia. Existe vacina para combatê-la. / Neisseria meningitidis – é extremamente contagiosa e afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. Se espalha na corrente sanguínea por meio de infecções respiratórias. / Haemophilus influenzae – comum no contágio em crianças, essa bactéria está controlada no Brasil por meio da vacina, que protege e imuniza contra a transmissão a partir de infecções no trato respiratório. / Listeria monocytogenes – mulheres grávidas, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade são mais aptas ao contágio, enquanto a maioria das outras pessoas não apresentam sequer os sintomas. / Meningite fúngica – pode elevar ao estado agudo da doença e apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana. Atualmente é menos comum e não é transmitida de pessoa para pessoa.


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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre o curso de gestante:  priscilazs@yahoo.com.br / pediatraonlinetirasuaduvida@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.


Colaboração textual:
Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves

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