Prematuros - cuidados do bebês

Prematuros – cuidados dos bebês





Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

                Uma gestação dura em média cerca de 9 meses ou até 42 semanas. No entanto, no meio do caminho, alguns imprevistos podem ocorrer e encurtar este período, ocasionando o parto prematuro de bebês. Os motivos são inúmeros e de gravidades diferentes, mas vou descrever melhor ao longo do texto, cujo tema foi sugerido por uma titia de bebê prematuro que acompanha o nosso blog e a nossa página no Facebook.

Quem pode ter parto prematuro:
                Toda mulher grávida, seja ela adolescente, jovem ou mais velha, corre o risco de um parto prematuro. Claro que há um grupo de maior propensão como as gestantes de múltiplos (dois ou mais bebês), as que já tiveram parto prematuro anteriormente e ou que apresentam problemas de colo do útero ou uterinos. Drogas como cigarro, álcool e entorpecentes também impulsionam para o parto prematuro, assim como o estresse, sangramento vaginal, obesidade, pressão alta (pré-eclâmpsia), diabetes, mulheres menores de 17 anos e ou maiores de 35 anos, e com gestações próximas uma da outra como, por exemplo, engravidaram no período entre 6 a 9 meses após o nascimento de um bebê.

Parto prematuro:
                É considerado parto prematuro aquele que acontece antes da 37ª semana de gestação. Em muitos casos não há sinais evidentes de que pode acontecer e pode ser recidivo em mulheres que já tiveram históricos anteriores ou com quem nunca apresentou quaisquer sinais de gestação de risco.

Estatísticas no Brasil:
                A cada ano, estima-se que nasçam cerca de 300 mil bebês prematuros no país, o que representa cerca de 12% do total de nascimentos de crianças vivas, segundo dados do Sinasc (Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos) e do Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, o Brasil está no 10º lugar do ranking mundial de partos prematuros e a maior incidência de casos provém de pré-natal deficitário, doenças maternas e gestações na adolescência ou tardias. Há casos, ainda, em que a criança é retirada antes do tempo por parto cesariano entre a 36ª e 38ª semana – seja por vontade da mãe, por erro na conta de tempo gestacional e ou por problemas de saúde materna.

Classificação de prematuros:
                Podemos dividir em classes a prematuridade gestacional dos bebês ao nascer:
- Prematuro limítrofe: é todo bebê que nasce entre a 37ª e 38ª semana e tem como característica o peso entre 2.200 e 2800 gramas, com cerca de 45 e 46 cm de comprimento e 32,5 cm de perímetro cefálico. Crianças com nascimento neste período são mais propensas a apresentar infecções neonatais, Hiperbilirrubinemia (pele amarelada), problemas na deglutição, insuficiência respiratória e irregularidade na temperatura corpórea.

- Prematuro moderado:  conhecidos também como pré-termo, este grupo é definido pelo nascimento entre a 31ª e 34ª semanas de gestação, com bebês que pesam entre 1.600g e 2.300g. Os riscos de mortalidade para esta faixa etária se dá pela insuficiência respiratória (principalmente a doença da membrana hialina - DMH) e infecções neonatais.
- Prematuros Extremos: são àqueles que nascem com idade gestacional entre a 24ª a 30ª semanas. Nesta faixa etária, os bebês apresentam intercorrências mais graves e frequentes, promovendo deficiências a curto ou longo prazo. O seu peso, geralmente, é inferior a 1500g e medem menos que 38 cm, com perímetro cefálico menor a 29 cm.  Entre alguns problemas frequentes de saúde, estão: anoxia perinatal; irregularidade de temperatura corpórea, insuficiência respiratória - DMH, DBP; crises de apneia; hipo e hiperglicemia; hemorragia intracraniana; anemia; e malformações congênitas.

Cuidados com bebês prematuros:
                Cada criança prematura é única e precisa de atenção especial. Não existe um procedimento generalizado para os grupos de prematuros, mas sim protocolos de atendimento e atenção à saúde de acordo com a idade gestacional e maturidade de seus órgãos. Vale lembrar que o período em que a criança nasce é determinante para que os médicos possam avaliá-lo e recorrer aos tratamentos possíveis para evitar futuras sequelas, limitações e até o óbito.
                É importante, quando a criança tem alta, que a mamãe de um prematuro mantenha acompanhamento médico com o pediatra e especialistas (quando recomendado) com frequência e siga as recomendações ao “pé da letra”. Também, oferecer alimentação saudável, condições de higiene e a vacinação em dia. É importante nunca automedicar os bebês e as crianças, pois pode colocar a saúde e vida deles em risco, assim como não se deixar influenciar por informações de sites de pesquisa sem fundamentos e ou aval de um profissional. O atendimento presencial do médico é necessário para avaliação e diagnósticos precisos para a saúde e segurança da criança, lembre-se disso.

O que toda mãe de prematuro precisa saber:
                Você não foi escolhida à toa para ser mãe de um prematuro. Seja forte, pois o seu bebê precisa do seu apoio, amor e dedicação. O bebê tem mais chances de sobreviver quando sente que alguém luta por sua vida junto com ele.
                Não se abale com as variações diárias da condição de saúde do seu bebê, mantenha a fé. Hoje ele perdeu 10 gramas, mas amanhã pode ganhar 15 gramas, seja otimista. Valorize a vida e agradeça a cada melhora. Sorria e cante para ele, a energia pode ser passada pela voz e pelo gesto sublime do sorriso. Ame e sempre esteja preparada para doar-se mais e mais. Lembre-se que os cuidados com o prematuro serão para a vida toda e portanto, se a família seguir as recomendações médicas, a qualidade de vida da criança em sua infância e fase adulta serão excelentes.
                Saiba que pode contar comigo e com outros profissionais pediatras para tornar sua jornada menos sofrida e com mais alegrias possíveis! Para as famílias que estão passando por este momento, com seus bebês prematuros, indico o site http://prematuridade.com para acalanto e busca de informações precisas.

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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

Colaboração textual:
JCG Comunicação e MKT
 Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326

11-4113-6820 / contato@jcgcomunicacao.com

O perigo da Febre Amarela

O perigo da Febre Amarela

A Febre Amarela é um problema de saúde pública e todos devem se prevenir



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

                Um novo possível surto de Febre Amarela em São Paulo tomou lugar nos noticiários da TV na última semana, com repercussão e fechamento de dois parques ecológicos na cidade de São Paulo: Horto Florestal e Parque da Cantareira. Estas medidas foram tomadas como prevenção após a confirmação de morte por febre amarela em macacos do tipo Bugio nos dois parques, o que pode colocar em risco a saúde de moradores e frequentadores dos locais, além de espalhar a doença de maneira exponencial. O Parque do Corrupira, em Jundiaí, também foi fechado por tempo indeterminado e já teve cerca de 40 casos confirmados de óbito de primatas pelo vírus, além da morte de um idoso confirmada pela doença, em Itatiba (SP), e outro caso ainda sendo investigado de um morador da região.
                                                                           

                Só em São Paulo, até a data de 23 de outubro, já foram confirmadas cinco mortes de macacos pelo vírus e a preocupação das autoridades de saúde está na proliferação da doença por meio dos mosquitos silvestres Haemagogus e Sabethes, transmissores naturais. Devido à gravidade e eminência de surto, as Secretarias de Saúde e Meio Ambiente anunciaram uma campanha de vacinação que atingirá mais de um milhão de pessoas em bairros próximos aos locais que tiveram os animais infectados. Entre alguns estão: as unidades Básicas de Saúde dos bairros Hortolândia, Vila Rami, Novo Horizonte e Caxambu, abertas das 9h às 16h. E as unidades de Hortolândia, Tamoio, Caxambu, Vila Rami, Fazenda Grande e Agapeama, que atendem em horário estendido até as 20h. Nas próximas semanas também chegará nos bairros de Tremembé, Casa Verde e Vila Nova Cachoerinha, que são vizinhos ao Horto.


Tipos de Febre Amarela:
·         Febre amarela urbana – transmite o vírus flavivírus e é caracterizada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, Chicungunha e Zika Vírus. Desde 1942 não há registro deste tipo de doença no Brasil.
·         Febre amarela Silvestre – também transmite o vírus flavivírus, mas o mosquito se contamina originalmente com a primeira picada em primatas não-humanos (macacos) que vivem em florestas tropicais. Os vetores são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas e na beira dos rios. 

Transmissão:
                Vale ressaltar que a transmissão da febre amarela não ocorre de pessoa para pessoa e sim quando um mosquito pica uma pessoa e ou um primata (macaco) infectado e depois pica outra pessoa saudável. 

Vacina:
                A vacina é a maneira mais segura de evitar o contágio do vírus da família dos Flavivírus, que atinge humanos e outros vertebrados, e é constituída da cepa 17D, com vírus vivos atenuados, que imunizam e protegem. Sua ação tem poder de proteção após dez dias de sua aplicação e está disponível na rede pública e particular para crianças a partir de seis meses de vida e adultos até 60 anos. 

Desde abril de 2017, a vacina passou a ser dose única e válida para a vida toda. Essa determinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS)

Vale lembrar que não é recomendada para gestantes, mulheres amamentando, crianças antes dos 6 meses, pessoas imunodeprimidas, como pacientes com câncer, e idosos maiores de 60 anos (exceto com recomendação médica).


Sintomas e evolução da doença:
                Os sintomas e a evolução da doença ocorre entre três a seis dias após a picada do mosquito infectado. Por se tratar de uma doença viral aguda, as pessoas infectadas, em geral, além dos sintomas clássicos como febre, mal-estar, vômito, diarreia e calafrios, podem apresentar icterícia (pele amarelada), perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite, coma hepático e problemas cardíacos que podem levar ao óbito.

Diagnóstico e tratamento:
                Como a doença apresenta sintomas similares ao de outras, é ideal que seja feito um exame laboratorial para o diagnóstico correto. Em regiões com surtos, é importante recorrer ao posto médico ou hospital logo que os primeiros sintomas aparecerem para evitar epidemias ainda maiores. O tratamento requer atenção médica e suporte em hospital para que o quadro não evolua com gravidade. Embora não existam remédios específicos para aliviar e tratar os sintomas, nos casos graves é realizado diálise e transfusão de sangue. Vale dizer que é importante manter a hidratação e evitar o uso de antitérmicos com ácido acetilsalicílico.

Recomendações:
·         Aos menores sintomas da doença, procure um posto de saúde e relate ao médico as características manifestantes.
·         O uso de repelentes é indicado, desde que atenda a faixa etária e recomendações do médico – para crianças, fale sempre com o pediatra antes de aplicar para evitar alergias.
·       Mantenha a caderneta de vacinação em dia e vá ao posto de saúde se prevenir se você mora nas regiões indicadas.
·         A utilização de roupas com magas e pernas compridas ajudam a evitar picadas.
·      Evitar os locais com suspeita de mosquitos transmissores é importante para a própria saúde e de outras pessoas.
·         Mantenha os locais propícios ao acúmulo de água sempre limpos, livres de lixo, entulho e água.
          Visite com periodicidade o pediatra e seu médico para avaliações corretas sobre a sua saúde.
       Nunca, eu disse nunca, se autodiagnostique por meio dos buscadores de internet. Você, além de receber informações erradas, poderá causar pânico desnecessário para si e para outras pessoas. O correto é sempre buscar avaliações com profissionais médicos e em consultas presenciais.

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Mimar as crianças faz bem para a saúde

Mimar as crianças faz bem para a saúde

Saber dosar os agrados é o segredo para melhorar a infância e eternizar os momentos




Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

                                                                                                                                                    
Todas as mães já ouviram a famosa frase “não pode mimar as crianças que depois você não vai conseguir controlá-las”. Será?! Eu como mãe e pediatra posso afirmar que esta colocação é um tanto quanto exagerada e errada, também.
Como seres humanos, todos nós, principalmente na infância, precisamos de carinho, demonstrações de afeto, confiança e muitos estímulos para sermos pessoas melhores. Isso é um fato.
 Então, porque não podemos mimar nossos filhos (biológicos ou adotivos) sendo que são um pedaço de nós e fruto do amor entre duas pessoas?
Eu, particularmente, defendo a tese que saber mimar faz toda a diferença, especialmente, na primeira infância e reflete positivamente para a vida adulta.
Hoje os momentos com as crianças são tão disputados com trabalho, estudos e compromissos “adultos” que sobra pouco ou quase nada de tempo para externarmos o amor e a importância que eles têm em nossas vidas. Sendo assim, não temos qualidade de vida emocional com eles, pois a culpa é frequente e para minimizá-la, muitos pais acabam liberando tudo para seus filhos com o objetivo de tirar o peso das costas.
No texto de hoje, vou elencar alguns pontos que podemos praticar para mimar as crianças sem exagero e tornar o dia delas mais especiais conosco. Vejam as minhas dicas:

Separe um horário na sua agenda
- Se você não consegue estar presente fisicamente todos os dias ou na quantidade de horas que gostaria com as crianças, tente separar um dia da semana – pode ser no final de semana – para fazer atividades legais com eles. Vale um passeio, assistir um filme, jogar bola, fazer a unha ou servir como modelo para a criança pintar, pentear os cabelos e por ai vai. A imaginação e a brincadeira podem ser ilimitadas e ambos vão se divertir muito!


Saiba ouvir
- Saber ouvir a criança é um dos fatores mais importantes. Muitas vezes não levamos em conta ou damos a devida importância para o que eles nos dizem por achar que “são coisas de crianças”, mas preste a atenção que no diálogo e nas palavras ditas por eles pode conter mensagens que não percebemos como, por exemplo, demonstração de sentimentos (tristes ou alegres), necessidades (físicas e emocionais), desejos de vivenciar algo novo, como também, um pedido de ajuda para alguma situação que ela não entende ou tem medo.

Elogiar não faz mal
- Saber reconhecer quando a criança se esforça e mesmo quando ela se “sai” bem em suas atividades é necessário para ajudar na formação de sua autoconfiança. Assim como os adultos que gostam de ser reconhecidos no trabalho e nos afazeres domésticos, por exemplo, a criança precisa sentir-se importante para seus pais e familiares. Agindo assim, as chances de termos crianças ansiosas, depressivas e até compulsivas são menores. Mas vale lembrar que não adianta elogiar a cada minuto ou atitude que a criança tiver, é importante saber identificar as melhores e ou que são símbolo de superação para ela. Desta forma não criamos superegos ou crianças que acreditam que o mundo deve servi-las.

Ame-as de acordo com a sua faixa etária
- Não é porque a criança já sabe formar frases aos dois anos que você deve agir como se ela tivesse cinco anos. Calma, cada criança tem uma evolução diferente, algumas mais rápido e outras menos. Lembre-se, cada faixa etária precisa de atenção especial. Não atropele ou prolongue nenhuma delas. Respeite as “infantilidades” de cada idade e permita-se interagir de igual comportamento quando necessário. Um exemplo bom que eu sempre cito é quando uma criança lhe oferecer um objeto fingindo ser um telefone, não a ignore, responda como se estivesse falando com alguém do outro lado da linha e você vai ver os olhinhos dela brilhando! Isso fará bem para todos e ao mesmo tempo cria laços de afetividade e confiança.


Presentes são bem-vindos!
- Na cultura brasileira o presente faz parte do pacote de demonstração de carinho, amor e homenagem para quem recebe. Para a criança, o presente significa muito mais, como a certeza que o papai Noel existe, que a fada do dente não se esqueceu dela quando deixou o dentinho embaixo do travesseiro ou mesmo que o coelhinho da páscoa “botou” àquele ovo de chocolate que ela desejou. O mais importante não é o presente e sim a presença que podemos oferecer para nossos filhos. Presentear faz parte do processo da infância, mas exagerar não é legal e isso pode variar de família para família, classe social e até costumes culturais. Agradar os nossos pequenos faz bem para nós também, pois afinal de contas, seria uma vida chata se não pudermos comprar aquelas besteirinhas que eles amam por cinco minutos e depois deixam de lado, não é!

Viva o presente e sinta as emoções
- A infância passa tão rápido! Hoje eles têm um mês e amanhã já estão com 10, 15, 20 anos e parece que o tempo voou. Aproveite cada momento, registre com fotos, vídeos e até cadernos autobiográficos. A memória é falha e esses recursos serão valiosos no futuro. Mas o mais importante, independentemente de qualquer outro fator, é viver verdadeiramente os momentos e sentir as emoções que eles nos proporcionam. Assim não teremos remorso ou vontade de voltar no tempo para reviver aquilo que não pudemos por causa de motivos fúteis ou desnecessários que poderiam ter esperado. Lembre-se: as crianças são movidas por emoção, amor e afeto. Os bens materiais são necessários para garantir conforto, segurança e comodidade, mas não podem ser referência única de uma vida feliz e plena, pois podem acabar a qualquer momento. O hoje só acontece uma vez! Não podemos voltar no ontem e também viver o amanhã sem construir o hoje. Ame, ria, chore, grite, cante, corra, abrace, durma de conchinha ou agarradinho com seus filhos, diga que são importantes e que tem orgulho de tê-los em suas vidas, assim como foram desejados e pedidos para chegarem em seus lares. O amor pode ser externado de muitas maneiras, encontre a sua e viva a melhor que se enquadra ao seu perfil e de sua família! Sejam felizes ao seu modo!

Não se culpe tanto
- Diferente dos nossos pais e avós, as novas gerações de filhos não podem mais viver períodos prolongados em seus lares, pois muitos de nós (assim como eu) precisam trabalhar fora o dia todo e, por conta disto, as crianças ficam período integral nas escolas, com babás ou cuidadoras de nossa confiança. Muitos pais, por terem essa jornada de trabalho e ausência na vida de seus filhos sentem-se culpados e sofrem. Calma, não se sinta assim e muito menos tente compensar sua falta com bens materiais ou liberdade demais. Saiba dosar e entenda que o custo de vida, assim como a vida dos pais de hoje são muito diferentes de 30, 40 anos atrás. Portanto, aproveite os momentos possíveis e os viva plenamente. Jogue a culpa para quando exagerar no brigadeiro ou na pizza de final de semana!



O poder de amor do pediatra
- Além de avaliações físicas e de saúde, nós pediatras também exercemos o poder do amor em cada consulta que realizamos, pois quando uma criança chega no consultório, seja no ambulatório ou pronto socorro infantil, temos de ter a sensibilidade de saber ouvir, respeitar, elogiá-los pela coragem de tomar medicações (por exemplo), assim como viver a emoção do abraço de agradecimento, do olhar triste e aflito dos pais ao pedirem ajuda e na alegria da equipe ao saber que a criança se recuperou dentro do esperado e pode ter alta. São momentos e emoções, além de mimos que nos tornam especiais na vida de quem amamos. Mime seu filho com moderação e terás ótimos resultados no presente e no futuro!




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Veja também:

- Saúde das Crianças na Escola


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Agência Informação Escrita / Agência JCG Comunicação e MKT
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Saiba mais sobre a "Dor do Crescimento"

Dor do Crescimento

Sintomas são comuns em crianças entre cinco e dez anos!

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil
                                                                                                                                              
        

Muitas mães devem se identificar com o texto de hoje, pois é comum as crianças entre cinco e dez anos de idade apresentarem sintomas de dores em algumas partes do corpo sem ter sido acometido de qualquer tipo de lesão, pancada ou torções. Hoje falo sobre a dor do crescimento em crianças, as causas e tratamentos possíveis para minimizar os sintomas.

Entenda o que é a dor do crescimento:
O termo “dor do crescimento” é o nome dado aos sintomas de dores musculares e teve início na década de 30, quando os primeiros relatos começaram a ser registrados. Em geral, não tem motivo aparente, surge repentinamente, com maior ou menor intensidade, dentro da faixa etária de 5 a 10 anos e se concentra na região da coxa, panturrilhas e pés. As dores não comprometem as atividades comuns das crianças como, por exemplo, brincar, correr ou pular. Pode durar minutos ou horas e ocorrer em dias seguidos ou alternados. Não apresenta inchaço, lesões e ou febre, e não são diagnosticados por meio de exames laboratoriais e de imagem (raio X).


Sintomas:
A dor que a criança sente é real e são concentradas nos músculos e não nas articulações. Tem como característica principal ocorrer no final do dia e, até mesmo, acordar a criança no meio da noite provocando sofrimento e incomodo. Não tem relação com atividades físicas e pode acontecer em repouso. A criança, geralmente, tem condições favoráveis a saúde e não coincidem com doenças físicas.   

Causas:
Na literatura médica não consta estudos que comprovem que as dores são provocadas pelo crescimento, pois não coincidem com a fase do “estirão” ou crescimento acelerado de meninos e meninas, que surgem no período da puberdade (entre 10 e 15 anos).
Existe consenso entre médicos e a comunidade cientifica de que a dor do crescimento pode estar relacionada a questões emocionais como, por exemplo, a chegada de um novo irmão na família, afastamento da mãe que retorna ao mercado de trabalho, inicio de atividades escolares, assim como divergências comuns da idade. Há relatos de crianças que apresentam dores nos membros iguais aos seus pais na infância, ou seja, pode ser hereditário.


 Diagnóstico e Tratamento:
Embora não seja uma doença, as dores são reais e provocam inatividade física enquanto se manifestam nas crianças. É representada por dores similares as câimbras, peso nas pernas e inquietação muscular. O diagnóstico se dá por exclusão de causas e origens de problemas graves de saúde. Para isso, o médico avalia as condições gerais da criança com exame clínico (de toque e visual) e, se necessário, exames de imagem (raio x ou ressonância magnética). Depois de descartar todas as possibilidades de doenças reumáticas, vasculares, lesões ósseas, traumas e tumores, o diagnóstico é fechado e o tratamento indicado de acordo com cada caso.
Para amenizar as dores, também são recomendadas massagens locais, com ou sem a necessidade de pomadas, de acordo com as recomendações dos médicos. No entanto, se os sintomas e dores persistirem e alongar-se durante o dia todo, é importante que os pais fiquem atentos e busquem atendimento de pediatras para uma investigação minuciosa e indicação de especialistas.  


Recomendações:
Observe o quadro de dores da criança, a intensidade e periodicidade em que se apresenta;
Avalie se a criança praticou exercícios e ou esforços musculares além do recomendado ou apresenta sensibilidade maior a estímulos musculares;
Certifique-se de que não há situações emocionais que possam ter ocasionado episódios de dores, como mencionado anteriormente – situações de estresse, novos irmãos, medo, etc.
Se as dores persistirem por longos períodos, durante um dia inteiro ou mais, e impedir que a criança tenha suas atividades comuns realizadas, acenda o sinal de alerta e busque ajuda médica;
Quando a criança fica apática, prostrada e reclama de dores intensas, fale imediatamente com o pediatra de costume e procure o especialista;
Nunca automedique seu filho (a) sem a orientação de um profissional de saúde, isso pode colocá-lo em risco e comprometer a saúde da criança.

                                                  
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Veja também:
- Cuidado com intoxicação infantil - Remédios e produtos de limpeza à mostra x intoxicação de crianças

- Saúde das Crianças na Escola

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