Saiba mais sobre a Febre Amarela

Saiba mais sobre a Febre Amarela

Mortes pela doença já foram confirmadas dentro do perímetro urbano
e a vacina se faz importante para evitar surtos


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil

               Novamente falo sobre a Febre Amarela e como se dá o contágio, sintomas e complicações devido às ultimas confirmações de morte de humanos no Estado de São Paulo. Vale dizer que o texto de hoje também serve e é indicado como esclarecedor para todas as regiões que apresentam risco de contágio.

        Só para que possam entender melhor, segundo dados do Portal do Ministério da Saúde, as regiões de maior risco de infecção por contágio do vírus da febre amarela são as regiões de matas e rios dos Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Locais dentro do perímetro urbano também estiveram no grupo de risco, entre eles parques ecológicos com população de primatas que foram infectados e vieram a óbito por conta desta doença.

           Preciso dizer, ainda, que a transmissão não se dá de pessoa para pessoa, tão pouco de macacos para humanos. Logo abaixo vou explicar melhor. Devido a isso, no último dia 10 de janeiro de 2018, o Governo Paulista anunciou a reabertura dos Parques do Horto Florestal, da Cantareira e Ecológico do Tietê após ficarem sem acesso ao público por quase três meses. Na ocasião, o fechamento se deu para a vacinação em massa da população local e de frequentadores com o objetivo de evitar surtos da doença, especialmente, após serem encontrados macacos mortos por contágio do vírus da febre amarela.

          Atualmente, para quem chegar nestes parques, há o alerta (em faixas na entrada) sobre o perigo de contrair a doença caso a pessoa não tenha se vacinado e aguardado os 10 das para proteção total. Portanto, não frequente locais de risco caso não tenha tomado a vacina e ou tenha crianças menores de 9 meses e idosos acima de 60 anos que também não puderam se imunizar por recomendações médicas. Saibam mais sobre a febre amarela e como podemos nos prevenir.


Tipos de Febre Amarela:

·         Febre amarela urbana – transmite o vírus flavivírus e é caracterizada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, Chicungunha e Zika Vírus. Desde 1942 não há registro deste tipo de doença no Brasil.

·         Febre amarela Silvestre – também transmite o vírus flavivírus, mas o mosquito se contamina originalmente com a primeira picada em primatas não-humanos (macacos) que vivem em florestas tropicais. Os vetores são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas e na beira dos rios.

Transmissão:
         Vale ressaltar que a transmissão da febre amarela não ocorre de pessoa para pessoa e sim quando um mosquito pica uma pessoa e ou um primata (macaco) infectado e depois pica outra pessoa saudável. 


Vacina:

 A vacina é a maneira mais segura de evitar o contágio do vírus da família dos Flavivírus, que atinge humanos e outros vertebrados, e é constituída da cepa 17D, com vírus vivos atenuados, que imunizam e protegem. Sua ação tem poder proteção após dez dias de sua aplicação e está disponível na rede pública e particular para crianças a partir de nove meses de vida. 

Vale lembrar que não é recomendada para gestantes, mulheres amamentando, crianças antes dos 9 meses, pessoas imunodeprimidas, como pacientes com câncer, e maiores de 60 anos.


Desde abril de 2017, a vacina passou a ser dose única e válida para a vida toda. Essa determinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para algumas regiões, ainda se uso o modo fracionário, que imuniza e protege por até 10 anos da doença. Verifique no Posto de Saúde e ou na Clínica Particular quais estão disponíveis para a sua proteção. 


Sintomas e evolução da doença:
        Os sintomas e a evolução da doença, ocorre entre três a seis dias após a picada do mosquito infectado. Por se tratar de uma doença viral aguda, as pessoas infectadas, em geral, além dos sintomas clássicos como febre, mal-estar, vômito, diarreia e calafrios, podem apresentar icterícia (pele amarelada), perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite, coma hepático e problemas cardíacos que podem levar ao óbito.

  
Diagnóstico e tratamento:
         Como a doença apresenta sintomas similares ao de outras, é ideal que seja feito um exame laboratorial para o diagnóstico correto. Em regiões com surtos, é importante recorrer ao posto médico ou hospital logo que os primeiros sintomas aparecerem para evitar epidemias ainda maiores. O tratamento requer atenção médica e suporte em hospital para que o quadro não evolua com gravidade. Embora não existam remédios específicos para aliviar e tratar os sintomas, nos casos graves é realizado diálise e transfusão de sangue. Vale dizer que é importante manter a hidratação e evitar o uso de antitérmicos com ácido acetilsalicílico.

Recomendações:
·         Aos menores sintomas da doença, procure um posto de saúde e relate ao médico os sintomas manifestantes.
·         Se você vai viajar ou visitar regiões com possíveis surtos ou casos de febre amarela, é importante vacinar-se com pelo menos dez dias de antecedência.
·         O uso de repelentes é indicado, desde que atenda a faixa etária e recomendações do médico – para crianças, fale sempre com o pediatra antes de aplicar (para evitar alergias).
·         Mantenha a caderneta de vacinação em dia e vá ao posto de saúde se prevenir se você mora nas regiões indicadas.
·         A utilização de roupas com magas e pernas compridas ajudam a evitar picadas.
·         Evitar os locais com suspeita de mosquitos transmissores é importante para a própria saúde e de outras pessoas.

·         Mantenha os locais propícios ao acúmulo de água sempre limpos, livres de lixo, entulho e água. Desta maneira o mosquito transmissor não se reproduz. 
      NÃO SE ESQUEÇA - A TRANSMISSÃO NÃO SE DÁ DE PESSOA PARA PESSOA E NÃO SE DÁ DE MACACOS PARA HUMANOS. PROTEJAM OS MACACOS QUE SÃO TÃO VÍTIMAS QUANTO NÓS, HOMENS
    

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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio: é médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

Colaboração textual:
Jornalista Carina Gonçalves – MTB 48326
JCG Comunicação e MKT
11-4113-6820 / 11-98092-6021 (Oi e Whats)
carinacgoncalves@gmail.com  

Conheça as cinco principais doenças de verão


Saiba quais são os cuidados para 
as cinco principais doenças de verão


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil


            Dezembro e janeiro são os meses preferidos das crianças por várias razões. Para algumas porque estão de férias e para outras porque podem ficar mais perto dos pais, avós e familiares. No entanto, também é o período no qual contraem com mais frequência algumas doenças sazonais e até comuns na infância. No texto de hoje vou falar sobre alguns cuidados importantes que devemos adotar para evitar mal-estar e enfermidades no dia-a-dia. Entre algumas doenças mais comuns estão:

Doenças gastrointestinais:
Nas férias e no calor não dá muita vontade de se alimentar com comidas “pesadas” e, sim, optar por saladas, frutas, salgadinhos e gostosuras. Vale lembrar que com a alta temperatura é comum os alimentos terem menor tempo de vida útil e provocarem intoxicação e até alergias em quem os ingere. Além disso, há risco de contrair hepatite A por meio de ingestão de água e alimentos contaminados, assim como pela falta de higiene adequada nas mãos. Para evitar problemas como diarreia e vômito é importante lavar sempre as mãos, lavar brinquedos e utensílios assim que as crianças brincas, evitar locais com aparência suja e ou sem manutenção de limpeza e nunca permitir a troca de mamadeiras, chupetas e alimentos entre as crianças. 

      Entre as principais doenças do trato digestivo no verão estão: infecções intestinais, geralmente causadas por alimentos contaminados e ou que provocam alergias e síndrome do intestino irritável (colite nervosa ou doença funcional do intestino).  A salmonela é uma das principais causas de infecção no verão e está presente em alimentos como maionese, ovo, frango e peixe, causando vomito e diarreia aguda. 

       Outra doença comum é a dispepsia, caracterizada com a dificuldade de digestão, mal-estar, dores no abdômen e sensação de saciedade precoce, seguida de sensação de enfartamento. A azia também é comum em crianças, ainda mais quando se ingere muito refrigerante, gorduras, industrializado e alimentos ou bebidas com má conservação. Como dica, é importante comprar os produtos (bebidas e comidas) de locais que garantam o mínimo de higiene e procedência dos mesmos, além de higienizá-los adequadamente com água potável e preparo correto, sobretudo saladas, frutas e alimentos crus. 


Rotavírus:
O Rotavírus é uma das principais causas de diarreia grave em bebês (lactantes), crianças e jovens. Conhecido também como gastroenterite, possui sete tipos diferentes, mas apenas três são possíveis de infectar o ser humano. Temido pelos pais é uma das enfermidades que requerem, de fato, cuidados especiais e imediatos por ser de fácil contágio e provocar desidratação rápida. Crianças menores de dois anos são mais suscetíveis a doença e apresentarem episódios mais intensos, requerendo, em alguns casos acompanhamento hospitalar. Maiores de dois anos costumam ter menores desconfortos, mas também precisam de diagnóstico feito pelo médico pediatra. No Brasil já existe a vacina, que inclusive é aplicada na rede pública de saúde. 

            Entre os principais sintomas estão: vômito seguido de desinteresse em comer e beber água; diarreia aguda, geralmente aquosa, com cheiro forte e ruim, sem sinais de muco e ou sangue; mal-estar e febre; dores no corpo e náusea; em casos severos, desidratação considerados mais graves e que precisam de cuidados imediatos e até hospitalares. Duram em média entre três a oito dias e tendem a sumir. Vale dizer, ainda, que existem ocorrências em que a infecção não apresenta sinais e passa desapercebida – principalmente em adultos. Também, nos quadros moderados, dura alguns dias e regride.

      O diagnóstico se dá por meio de consulta presencial e quando necessário com exames laboratoriais devido apresentar sintomas semelhantes ao de outras doenças. Antes de qualquer medicação é importante manter a criança hidratada para repor o liquido perdido nos episódios de diarreia e vômito. Ofereça água, soro (caseiro ou indicado pelo pediatra), suco natural e, no caso de lactantes, amamentação livre. O médico (a) que irá indicar medicação, caso seja necessário. 


Desidratação:
A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquido do que deveria e pode ocorrer por conta de doenças, sudorese e até mesmo pela falta de ingestão de água e líquidos saudáveis como sucos naturais, leite materno e água de coco, por exemplo. Episódios de diarreia e vômito merecem atenção para evitar a desidratação, assim como a exposição da criança à locais muito quentes e ou abafados que promovam suor e mal-estar. 

          Fiquem atentos aos sintomas que podem variar entre olhos fundos (olheira e abatimento), boca e língua secas (pouca saliva), falta de vontade de fazer xixi por longos períodos, choro seco (ausência de lágrimas), pele enrugada com aspecto opaco e sem vida (medido na região do umbigo), moleza, irritabilidade e procrastinação (vontade de não fazer nada). Nos bebês a moleira tende a ficar mais funda. Em casos mais severos a criança pode apresentar respiração acelerada e curtinha no qual indica a necessidade de atendimento médico presencial imediato.

Para evitá-la é importante sempre oferecer líquidos para as crianças mesmo que recusem ou digam que não estão com sede. Em períodos mais quentes do ano, quando desfrutamos das delícias que a piscina e mar oferecem, temos a falsa sensação de não sentir sede e ou de não precisar tomar água. Engano, é nestas situações que se deve redobrar os cuidados e hidratar mais as crianças. Uma dica boa é oferecer suco/água com gelinhos em formato de personagens ou picolés de frutas à base de água para hidratar e equilibrar a temperatura do corpo.



Otite por excesso de água nos ouvidos:
Mergulhos e banhos de mar são comuns nesta época e com eles a dor de ouvido. Grande parte dos atendimentos ambulatoriais nas férias se dá por conta de casos de otite, que se trata da inflamação do ouvido médio, interno ou externo, geralmente com infecção. Para alguns casos é necessário o uso de antibióticos, além de remédios com aplicação local. Quando uma criança reclamar de dores na região do ouvido acreditem pois é um incomodo que provoca muito sofrimento e até desespero. 

Para identificar os sintomas fiquem atentos quando o bebê ou a criança ficar puxando a orelha ou levando a mão constantemente na região. Também, febre repentina, dores de cabeça, zumbido ou surdez momentânea, vazamento de liquido do ouvido, assim como mal-estar, falta de apetite e problemas para dormir. Procure o médico pediatra em consulta presencial para exame clínico e, se necessário, exames laboratoriais ou indicação para especialistas otorrinos. 

          Se for entrar na piscina e no mar recomende para as crianças e para quem cuida delas evitar mergulhos ou a cabeça submersa sobre a água, o que favorece a penetração de água e consequentemente pode provocar otite por excesso de água nos ouvidos. Para evitar, é aconselhável o uso de tocas tipo de natação, que contribuem para minimizar a entrada de líquidos na região.


Problemas de pele:
O filtro solar não basta para evitar problemas de pele no calor. Doenças como dermatites, alergias e reações químicas de produtos são comuns no verão e merecem atenção. Entre as principais em crianças estão: brotoejas e bolinhas com ou sem pus, coceiras, vermelhidão por excesso de sol e também por infecção de bactérias oriundas de diversos mecanismos (animais, alimentos, água contaminada, etc.), além de reações alérgicas de produtos como filtro solar, repelentes e hidratantes. 

        Para todos os sintomas é importante a avaliação presencial do pediatra que recomendará o melhor tratamento possível. Tenha cuidados com alguns alimentos, especialmente os cítricos que provocam queimaduras com a exposição solar. O maracujá também está nesta lista pois, embora muitas pessoas não saibam, ele em contato com a pele e sol é perigoso e causa queimaduras graves. Lembre-se de não usar perfumes e produtos que não são recomendados para a exposição solar, na piscina e na praia. 

            O filtro solar deve ser comprado (de preferência) sob recomendação do pediatra e nunca deve ser passado em crianças menores de seis meses de idade – para esta faixa etária é proibido a exposição solar fora dos horários recomendados das 8h às 9h e das 17h às 18h, no horário de verão. Para locais compartilhados com animais como gatos e cachorros, por exemplo, é importante usar chinelos e calçados apropriados para evitar micoses, bicho geográfico (infecção por bactérias de larvas expelidas nas fezes dos animais), além de doenças infectocontagiosas como leptospirose. 

            Em dias quentes, procure usar roupas leves, calçados confortáveis e bonés ou chapéus que protejam os olhos e o rosto. Evite a exposição nos horários de pico de temperatura, assim como locais sem procedência e higiene garantidos por órgãos de saneamento básico. Use filtro solar mesmo nos dias nublados e sempre reaplique a cada duas horas, mesmo quando a recomendação na embalagem for maior do que este período. Com o suor, idas e vindas na água do mar, piscina e enxugadas nas toalhas, o produto tende a sair com maior facilidade. Não custa prevenir, é mais fácil do que remediar depois com dor e choros! Boas férias, passeios e curtição em família ou com os amigos!


Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio:
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

Colaboração textual:
Agência JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves
11-4113-6820 / 11-98092-6021 (Oi e Whats)
carinacgoncalves@gmail.com

Conheça as cinco principais doenças de verão


Saiba quais são os cuidados para 
as cinco principais doenças de verão


Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
Pediatra e Médica de Emergência Infantil


            Dezembro e janeiro são os meses preferidos das crianças por várias razões. Para algumas porque estão de férias e para outras porque podem ficar mais perto dos pais, avós e familiares. No entanto, também é o período no qual contraem com mais frequência algumas doenças sazonais e até comuns na infância. No texto de hoje vou falar sobre alguns cuidados importantes que devemos adotar para evitar mal-estar e enfermidades no dia-a-dia. Entre algumas doenças mais comuns estão:


Doenças gastrointestinais:

Nas férias e no calor não dá muita vontade de se alimentar com comidas “pesadas” e, sim, optar por saladas, frutas, salgadinhos e gostosuras. Vale lembrar que com a alta temperatura é comum os alimentos terem menor tempo de vida útil e provocarem intoxicação e até alergias em quem os ingere. Além disso, há risco de contrair hepatite A por meio de ingestão de água e alimentos contaminados, assim como pela falta de higiene adequada nas mãos. Para evitar problemas como diarreia e vômito é importante lavar sempre as mãos, lavar brinquedos e utensílios assim que as crianças brincas, evitar locais com aparência suja e ou sem manutenção de limpeza e nunca permitir a troca de mamadeiras, chupetas e alimentos entre as crianças.

            Entre as principais doenças do trato digestivo no verão estão: infecções intestinais, geralmente causadas por alimentos contaminados e ou que provocam alergias e síndrome do intestino irritável (colite nervosa ou doença funcional do intestino).  A salmonela é uma das principais causas de infecção no verão e está presente em alimentos como maionese, ovo, frango e peixe, causando vomito e diarreia aguda. Outra doença comum é a dispepsia, caracterizada com a dificuldade de digestão, mal-estar, dores no abdômen e sensação de saciedade precoce, seguida de sensação de enfartamento. A azia também é comum em crianças, ainda mais quando se ingere muito refrigerante, gorduras, industrializado e alimentos ou bebidas com má conservação. Como dica, é importante comprar os produtos (bebidas e comidas) de locais que garantam o mínimo de higiene e procedência dos mesmos, além de higienizá-los adequadamente com água potável e preparo correto, sobretudo saladas, frutas e alimentos crus.


Rotavírus:

O Rotavírus é uma das principais causas de diarreia grave em bebês (lactantes), crianças e jovens. Conhecido também como gastroenterite, possui sete tipos diferentes, mas apenas três são possíveis de infectar o ser humano. Temido pelos pais é uma das enfermidades que requerem, de fato, cuidados especiais e imediatos por ser de fácil contágio e provocar desidratação rápida. Crianças menores de dois anos são mais suscetíveis a doença e apresentarem episódios mais intensos, requerendo, em alguns casos acompanhamento hospitalar. Maiores de dois anos costumam ter menores desconfortos, mas também precisam de diagnóstico feito pelo médico pediatra. No Brasil já existe a vacina, que inclusive é aplicada na rede pública de saúde.

            Entre os principais sintomas estão: vômito seguido de desinteresse em comer e beber água; diarreia aguda, geralmente aquosa, com cheiro forte e ruim, sem sinais de muco e ou sangue; mal-estar e febre; dores no corpo e náusea; em casos severos, desidratação considerados mais graves e que precisam de cuidados imediatos e até hospitalares. Duram em média entre três a oito dias e tendem a sumir. Vale dizer, ainda, que existem ocorrências em que a infecção não apresenta sinais e passa desapercebida – principalmente em adultos. Também, nos quadros moderados, dura alguns dias e regride. O diagnóstico se dá por meio de consulta presencial e quando necessário com exames laboratoriais devido apresentar sintomas semelhantes ao de outras doenças. Antes de qualquer medicação é importante manter a criança hidratada para repor o liquido perdido nos episódios de diarreia e vômito. Ofereça água, soro (caseiro ou indicado pelo pediatra), suco natural e, no caso de lactantes, amamentação livre. O médico (a) que irá indicar medicação, caso seja necessário.


Desidratação:


A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquido do que deveria e pode ocorrer por conta de doenças, sudorese e até mesmo pela falta de ingestão de água e líquidos saudáveis como sucos naturais, leite materno e água de coco, por exemplo.  Episódios de diarreia e vômito merecem atenção para evitar a desidratação, assim como a exposição da criança à locais muito quentes e ou abafados que promovam suor e mal-estar. Fiquem atentos aos sintomas que podem variar entre olhos fundos (olheira e abatimento), boca e língua secas (pouca saliva), falta de vontade de fazer xixi por longos períodos, choro seco (ausência de lágrimas), pele enrugada com aspecto opaco e sem vida (medido na região do umbigo), moleza, irritabilidade e procrastinação (vontade de não fazer nada). Nos bebês a moleira tende a ficar mais funda. Em casos mais severos a criança pode apresentar respiração acelerada e curtinha no qual indica a necessidade de atendimento médico presencial imediato.

Para evitá-la é importante sempre oferecer líquidos para as crianças mesmo que recusem ou digam que não estão com sede. Em períodos mais quentes do ano, quando desfrutamos das delícias que a piscina e mar oferecem, temos a falsa sensação de não sentir sede e ou de não precisar tomar água. Engano, é nestas situações que se deve redobrar os cuidados e hidratar mais as crianças. Uma dica boa é oferecer suco/água com gelinhos em formato de personagens ou picolés de frutas à base de água para hidratar e equilibrar a temperatura do corpo.



Otite por excesso de água nos ouvidos:

Mergulhos e banhos de mar são comuns nesta época e com eles a dor de ouvido. Grande parte dos atendimentos ambulatoriais nas férias se dá por conta de casos de otite, que se trata da inflamação do ouvido médio, interno ou externo, geralmente com infecção. Para alguns casos é necessário o uso de antibióticos, além de remédios com aplicação local. Quando uma criança reclamar de dores na região do ouvido acreditem pois é um incomodo que provoca muito sofrimento e até desespero.


            Para identificar os sintomas fiquem atentos quando o bebê ou a criança ficar puxando a orelha ou levando a mão constantemente na região. Também, febre repentina, dores de cabeça, zumbido ou surdez momentânea, vazamento de liquido do ouvido, assim como mal-estar, falta de apetite e problemas para dormir. Procure o médico pediatra em consulta presencial para exame clínico e, se necessário, exames laboratoriais ou indicação para especialistas otorrinos. Se for entrar na piscina e no mar recomende para as crianças e para quem cuida delas evitar mergulhos ou a cabeça submersa sobre a água, o que favorece a penetração de água e consequentemente pode provocar otite por excesso de água nos ouvidos. Para evitar, é aconselhável o uso de tocas tipo de natação, que contribuem para minimizar a entrada de líquidos na região.


Problemas de pele:

O filtro solar não basta para evitar problemas de pele no calor. Doenças como dermatites, alergias e reações químicas de produtos são comuns no verão e merecem atenção. Entre as principais em crianças estão: brotoejas e bolinhas com ou sem pus, coceiras, vermelhidão por excesso de sol e também por infecção de bactérias oriundas de diversos mecanismos (animais, alimentos, água contaminada, etc.), além de reações alérgicas de produtos como filtro solar, repelentes e hidratantes. Para todos os sintomas é importante a avaliação presencial do pediatra que recomendará o melhor tratamento possível.

            Tenha cuidados com alguns alimentos, especialmente os cítricos que provocam queimaduras com a exposição solar. O maracujá também está nesta lista pois, embora muitas pessoas não saibam, ele em contato com a pele e sol é perigoso e causa queimaduras graves. Lembre-se de não usar perfumes e produtos que não são recomendados para a exposição solar, na piscina e na praia. O filtro solar deve ser comprado (de preferência) sob recomendação do pediatra e nunca deve ser passado em crianças menores de seis meses de idade – para esta faixa etária é proibido a exposição solar fora dos horários recomendados das 8h às 9h e das 17h às 18h, no horário de verão. Para locais compartilhados com animais como gatos e cachorros, por exemplo, é importante usar chinelos e calçados apropriados para evitar micoses, bicho geográfico (infecção por bactérias de larvas expelidas nas fezes dos animais), além de doenças infectocontagiosas como leptospirose.

            Em dias quentes, procure usar roupas leves, calçados confortáveis e bonés ou chapéus que protejam os olhos e o rosto. Evite a exposição nos horários de pico de temperatura, assim como locais sem procedência e higiene garantidos por órgãos de saneamento básico. Use filtro solar mesmo nos dias nublados e sempre reaplique a cada duas horas, mesmo quando a recomendação na embalagem for maior do que este período. Com o suor, idas e vindas na água do mar, piscina e enxugadas nas toalhas, o produto tende a sair com maior facilidade. Não custa prevenir, é mais fácil do que remediar depois com dor e choros! Boas férias, passeios e curtição em família ou com os amigos!



Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio:
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.

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Final de ano requer cuidados com as crianças

Final de ano requer cuidados com as crianças

Daqui a pouco termina o ano, mas antes teremos festas e muitos momentos
 intensos que precisam de atenção especialmente para as crianças



Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio 
Pediatra e médica de emergência infantil


Mais um ano finaliza e parece que foi ontem que tudo começou. Em breve teremos o período de férias das crianças e com eles grandes emoções e, também, possíveis machucados, acidentes domésticos e idas ao pronto socorro de hospitais. No texto de hoje falo a respeito de alguns cuidados básicos para evitar transtornos nas férias e garantir somente momentos bons, ao lado dos filhos e filhas, assim como durante as festas de natal e ano novo. Vejam as minhas dicas:

Cuidado com dias quentes:  
A partir de agora é comum os dias serem mais quentes e até escaldantes dependendo da região do país. O mais importante é sempre manter as crianças hidratadas com água, sucos naturais ou água de cocô, oferecer alimentação balanceada com comidas mais leves como, por exemplo, legumes, carnes magras, saladas bem lavadas e até lanches naturais e repouso para recompor as energias quando necessário. Prefira a exposição ao sol entre os horários das 7h às 10h da manhã e após às 16h, quando o sol está menos agressivo – porém, vale ressaltar que é importante o bom senso dos pais e cuidadores, pois no verão, há dias que o sol queima bastante entre esses horários.

Uso de filtro solar:
O uso de filtro solar é necessário em todas as estações do ano, independentemente de ter sol forte ou não. Os raios UVA e UVI afetam a nossa pele até em dias nublados, por tal a importância de nos proteger todos dias. No verão, o uso deve ser mais intenso, com aplicações a cada duas ou três horas quando exposto ao sol, praia e piscina. Também, é importante dizer que esses produtos podem causar irritação na pele das crianças e é recomendável a indicação do pediatra para a compra de um protetor solar adequado para cada faixa etária. Menores de seis meses não podem usar filtro solar, somente com recomendação do pediatra. Para estes casos existem roupas protetoras com bloqueio das ações nocivas do sol. Também, é importante preservar a saúde e o corpo dos bebês e das crianças da exposição direta ao sol ou de locais muito quentes e ou abafados.


Uso de repelentes em crianças:
A temporada de dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya está chegando e para evitar o contágio é importante usarmos repelentes e eliminar possíveis criadouros de mosquitos transmissores. Recomendo aos pais e mães que fiquem atentos quanto às marcas e recomendações de aplicação e reaplicação dos produtos que prometem evitar as maldosas picadas de insetos, que além da doença, causam coceiras e lesões na pele. A maioria das marcas de repelentes não protegem pelo tempo indicado nos rótulos e vamos combinar que as crianças se sujam, entram e saem da água minimizando a proteção prolongada. Fale com o pediatra para a compra correta do produto e evite reações alérgicas nas crianças.

Uso de roupas e acessórios no verão e para passeios:
Não existem regras básicas para o uso de roupas em crianças, mas recomendações de serem de tecidos mais leves, fáceis de arejar a pele para evitar assaduras ou alergias conhecidas como dermatites. Nos dias mais quentes, tons muito escuros favorecem o superaquecimento, assim como a sudorese e, consequentemente, a desidratação na criança se colocada em risco com exposição ao sol e ou em locais abafados.
Os acessórios são bem-vindos desde que confortáveis para as crianças como, por exemplo, bonés e viseiras para proteger os olhos. Para passeios, prefira os looks mais versáteis com sandálias abertas para que os pés possam “respirar”.

Cuidados com viagens longas:
Para algumas famílias é inevitável sair de férias em viagens das quais o uso do carro (de passeio ou ônibus) é necessário. Com a demanda e o trânsito intenso, muitas viagens põem demorar mais do que o esperado e isso pode provocar estresse nas crianças, assim como desidratação, fraqueza, dor no corpo e outros sintomas inconvenientes. Como recomendação, faça paradas a cada duas horas de percurso e permita que a criança se estique, beba água e se alimente se estiver com fome. O conforto e a segurança são imprescindíveis para garantir o sucesso da viagem. Use sempre as cadeirinhas para crianças menores de 7 anos e o cinto de segurança para os maiores.

Evite locais barulhentos e com muita luz:
Bebês e crianças são sensíveis ao som alto e luzes fortes, por isso é importante resguardá-las de ambientes que não respeitem o limite de cada uma delas. Nas festas de final de ano, quando há grandes reuniões familiares, som alto e luzes decorativas, permita que a criança demonstre suas preferências e no caso de não gostar, não a force a ficar e tão pouco ensine na “marra” que é assim para sempre. Som alto pode afetar os tímpanos e causar lesões importantes, assim como as luzes que diretamente nos olhos pode causar distúrbios oculares temporais e ou efetivos. O limite e sensibilidade são demonstrados com o tempo pela criança e, geralmente, os cuidadores (pais e mães) sabem identificar quais são.

Acidentes Domésticos:
Acidentes domésticos são comuns nas férias e podem acontecer em um piscar de olhos – seja uma queda, uma intoxicação alimentar ou até mesmo algo inusitado como quebrar um dente abrindo uma garrafa. As crianças são capazes de fazer feitos indescritíveis e o cuidado e segurança delas devem estar em primeiro lugar sempre. Quando os pais não podem cuidar diretamente de seus filhos, recomendo que vejam a possibilidade de um familiar ou amigo (maior de idade) se responsabilizar pela segurança e bem-estar dos pequenos, assim como observar possíveis sintomas de doenças que causam febre, dor, vômito e ou diarreia, além das quedas. Para todos os casos é importante o atendimento presencial do médico pediatra.


Seguindo algumas dessas dicas, as férias podem render momentos divertidos e inesquecíveis para todos!

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Sobre Dra. Priscila Zanotti Stagliorio
É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos, com o objetivo de ajudá-las na mais importante missão de suas vidas: ser mãe. Para solicitar informações sobre os cursos escreva para:  priscilazs@yahoo.com.br / dicasdepediatraemae@gmail.com / contato@jcgcomunicacao.com - coloque no assunto a informação que deseja saber e ou solicitar. O consultório está localizado na Av. Leôncio de Magalhães, 395, Santana- SP / 11- 2977-8697.


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Colaboração textual:
JCG Comunicação e MKT
Jornalista Carina Gonçalves
11-4113-6820 / 11-98092-6021
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